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Os Heróis da (na) História

Agan Harahap é um fotógrafo e ilustrador que, nas horas vagas, reescreve a História inserindo digitalmente super-heróis e vilões em fotos icônicas do século XX.









Réplica do caça North-American P-51D Mustang


Das pequeninas fitas de munição ao cockpit em miniatura, tudo é encantador nesse impressionante modelo de aeronave.

É uma réplica exata de um North-American P-51D Mustang, que foi o principal caça de longo-alcance dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial. O modelo foi construído por um dentista aposentado, que usou alguns dos seus instrumentos para criá-lo.

Construído na escala 1/16, cada parte é completamente funcional, ligadas por uma intrincada série de minúsculas correntes, cabos e juntas.

O trem de pouso recolhe-se e os controles funcionam, porém as alavancas são tão pequenas que têm de ser operadas com uma pinça. Young C. Park, de Honolulu, Havaí, levou três anos e 6.000 horas de trabalho para completar o modelo. Com um corte transversal do lado esquerdo para mostrar o funcionamento do interior, todas as seções foram moldadas com chapas de alumínio de construção civil. O metal foi anelado para adquirir a maleabilidade necessária, tornando mais fácil o processo de moldar e esculpir.

O Sr. Park, de 77 anos, usou mais de 15 metros de alumínio, dando forma usando um torno, até que ficasse satisfeito com o resultado. O metal era normalmente moldado sobre um suporte de madeira, mas para uma grande área da superfície atrás do cockpit ele usou a planta do pé para conseguir a forma correta.

De acordo com o Sr. Park, o trabalho com alumínio não é tão diferente do trabalho dentário usando ouro. Ambos podem ser anelados, moldados, polidos e tornados maleáveis. Ele também usou suas ferramentas odontológicas para escavar partes da fuselagem e fazer baixos-relevos nas superfícies das asas.

A aeronave tem 60 cm de comprimento, 30 cm de altura e 68 cm de envergadura. Está atualmente em exibição no Joe Martin Foundation Craftsmanship Museum em Vista, Califórnia.

A fascinação do Sr. Park por aviões de caça começou na adolescência após um ferro-velho de aeronaves da Segunda Guerra Mundial, e cresceu quando ele serviu como soldado na Guerra da Coreia em 1952.

A respeito do Mustang, ele diz: “É o mais bonito dos caças da Segunda Guerra Mundial”.

O Mustang serviu como escolta de bombardeiros e aeronave de reconhecimento, e ao fim da guerra havia destruído 4.950 aeronaves inimigas, mais do que qualquer outro modelo de caça americano na Europa.

Fonte: Daily Mail, 20 de dezembro de 2009.





Como Superman realmente ajudou os EUA a vencer


Durante a Segunda Guerra Mundial, quase todas as histórias em quadrinhos mudaram para um passo de guerra, com capas de super-heróis dando uma surra nos nazistas e combatendo sabotadores nas páginas internas. Mas pelo menos em um caso, eles fizeram bem mais que isso.

Vê a capa à direita? É a capa de uma edição especial de Superman, baseada no exemplar nº 33 da série regular, que foi produzida para o Exército dos Estados Unidos.

O Exército tinha um problema na época – eles estavam recrutando milhares de homens todo ano, mas muitos deles não tinham qualquer tipo de educação, com grandes quantidades de completos iletrados – que teriam que operar maquinário complexo em tempo recorde. Eles precisavam aprender a ler, e rápido. As tropas também necessitavam de entretenimento barato e portátil, algo que pudessem carregar junto de si pelos campos de batalha da Europa e da Ásia.

Então, com a cooperação da National Periodical Publications – precursora da DC Comics – essa edição foi produzida pelo Departamento de Guerra com diálogos simplificados e balões com palavras. Centenas de milhares de cópias foram distribuídas entre os soldados, ajudando-os a aprender a ler e passar o tempo.

E, claro, cópias desses quadrinhos foram distribuídas para crianças em terras distantes, como gestos de boa vontade.

Um total de 23 edições foi produzido dessa maneira, e essas raras variantes estão entre os primeiros exemplos do uso de quadrinhos para ensinar, não somente entreter.

Então não ficamos surpresos quando um estudo recém-publicado apontou que revistas em quadrinhos podem ser usadas para melhorar a leitura. O governo dos Estados Unidos sabe disso há décadas.

Fonte: ComicMix, 7 de dezembro de 2009.

The Pacific - A Nova Minissérie da HBO





The Pacific, série da HBO que Steven Spielberg e a dupla de sócios da Playtone, Tom Hanks e Gary Goetzman, criaram ao melhor estilo Band of Brothers.

►O projeto foi instalado em Melbourne, onde ocorreu a pré-produção e também a seleção de elenco.

►A minissérie em dez partes contratará 180 atores australianos, homens de 20 anos em sua maioria, e pelo menos 250 coadjuvantes e figurantes.

►O orçamento total é de 150 milhões de dólares, preço de um blockbuster de cinema.

►A nova mini-série relata as batalhas da Segunda Guerra Mundial no Oceano Pacífico. Já Band of Brothers, minissérie vencedora do Emmy 2002, enfocava o desembarque dos paraquedistas do exércitos dos EUA em campos de batalha da Europa.

►O time de diretores de episódios: Tim Van Patten, Carl Franklin, Graham Yost, Tony To e Jeremy Podeswa.

►Estréia: Março 2010

5 Dramas sobre Segunda Guerra

01. Império do Sol - Steven Spielberg


02. O Pianista - Roman Polanski


03. A Lista de Schindler - Steven Spielberg


04. A Queda-As Últimas Horas de Hitler - Oliver Hirschbiegel


05. A Escolha de Sofia - Alan J. Pakula


Outros:
Um Homem Bom
Os Deuses Vencidos
A Noite dos Generais
Amar e Morrer
A Vida é Bela
Filhos da Guerra
Adeus, meninos
Esperança e Glória
Casablanca
Fugindo do Inferno
A Raposa do Mar
A Ponte de Rio Kwai
Cinzas de Guerra
A Guerra de Hart
O Menino do Pijama Listrado

Polêmica sobre os restos de Hitler na Rússia



Dentro da Lubyanka, quartel-general da polícia secreta russa, está um fragmento preservado da mandíbula de Hitler, mantido como troféu da vitória do Exército Vermelho sobre a Alemanha Nazista. Um fragmento de crânio com uma marca de bala está nos Arquivos Nacionais.

Então, quando os pesquisadores americanos disseram que testes de DNA mostraram que o crânio é de uma mulher, eles desafiaram um antigo conto da caça pelos restos de Hitler. O arquivista chefe do Serviço Federal de Segurança (FSB) insistiu que os ossos são genuínos e explicou como a KGB destruiu quase todos os traços do corpo do ditador.

O Tenente-General Vasily Khristoforov disse que os restos do ditador foram incinerados em 1970, e as cinzas foram jogados num rio da Alemanha Oriental.

Agentes sob as ordens do chefe da KGB, Yuri Andropov, exumaram de uma tumba os restos de Hitler, Eva Braun e a família de seu ministro Joseph Goebbels. Os oficiais removeram os restos do local do enterro na base soviética de Magdeburg – e Andropov escreveu aos chefes do partido comunista recomendando a destruição dos corpos após a decisão de passar o controle da base para a Alemanha Oriental.

Em 1970, Andropov compilou um relatório declarando que “os restos foram queimados numa área vaga perto de Schönebeck, a 11 quilômetros de Magdeburg, reduzidos a cinzas, juntados e jogados no rio Biederitz” – ou no rio Ehle perto do subúrbio de Biederitz ou no Biederitz See.

O General Khristoforov disse que os restos de Hitler foram destruídos para evitar que sua tumba se tornasse um santuário nazista. “Não valia a pena deixar qualquer material que pudesse fazer surgir um culto de adoração... Há pessoas que professam a ideologia fascista, infelizmente até na Rússia”.

Os restos de Hitler chegaram a Magdeburg no começo de 1946 após trocar de local por oito meses. Os corpos de Hitler e Braun foram pobremente queimados em 30 de abril de 1945, na saída de seu bunker em Berlim. Ele havia mordido uma cápsula de cianeto e atirado contra a têmpora.

Quando o Exército Vermelho chegou ao bunker, encontraram os dois corpos ao lado dos corpos de Goebbels e sua esposa. A princípio houve dúvida da autenticidade do cadáver de Hitler – foi transportado para um hospital de campo em Berlim para análises.

Os registros dentários de Hitler foram localizados, e estilhaços de vidro encontrados em sua mandíbula sugeriram que ele havia mordido uma cápsula de veneno. O primeiro relatório não faz menção ao ferimento de bala, talvez porque os oficiais soviéticos não queriam enfurecer Stalin sugerindo que Hitler havia tido uma “morte de herói”. Nesse meio tempo, testemunhas do bunker diziam aos seus interrogadores que Hitler tinha mesmo atirado contra si.

Os relatórios dúbios confundiram Stalin. Enquanto a incerteza pairasse, a agência contra-inteligência Smersh e o NKVD disputariam os restos do ditador. Toda vez que o Smersh se movia, Hitler ia junto – enterrado numa floresta nas cercanias de Berlim, depois em Rathenow, e então quando um comitê de investigação foi montado, ele foi levado para Magdeburg.

A mandíbula de Hitler e o fragmento do seu crânio foram mandados para o Kremlin. O restante foi mantido em Magdeburg até que fosse decidido entregar a instalação ao controle da Alemanha Oriental.

O General Khristoforov insistiu que o FSB não tem razão para questionar a autenticidade dos fragmentos de crânio em sua posse. Em setembro de 2009, professores da Universidade de Connecticut disseram que amostras de DNA mostraram que o crânio provinha de uma mulher com idade aproximada de 40 anos.

Khristoforov disse: “A mandíbula de Hitler está nos arquivos do FSB, e o fragmento de crânio está nos Arquivos Nacionais. Esses materiais são as únicas evidências documentais da morte dele”. Ele não ofereceu nenhuma prova de DNA. A mandíbula nunca foi vista em público.

Fonte: The Times, 9 de dezembro de 2009.

Vídeo: Rendição japonesa

Aqui está uma interessante coletânea de imagens vindas de diversos cinejornais americanos, e retratam a Campanha do Pacífico até a rendição japonesa. Vale a pena acompanhar: