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Não me entenda mal...

Don't get me wrong é uma obra literária fadada ao sucesso, tamanha a sua pertinência em um mundo globalizado, com o perdão do clichê.

A proposta é apresentar a diferença do significado dos gestos feitos com as mãos em 50 países, da Austrália ao Zimbabwe. Recheada de ilustrações, a obra assinada por Julia Grosse e Judith Reker revela idiossincrasias extremamente úteis para os viajantes de plantão!

Confira abaixo algumas curiosidades:

O nosso sinal de 'Ok" é um insulto no Irã, no Iraque e no Afeganistão.


O que é 'perfeito' no México, no Canadá e na Suíça, em muitas regiões brasileiras é encarado como um insulto.


Enquanto no Irã e nos EUA representa vitória, na Nova Zelândia e na Irlanda isso representa um insulto.


Enquanto na Holanda e na Bélgica se pede duas cervejas assim, se você fizesse esse mesmo gesto na China, estaria pedindo oito.

Central Elétrica de Battersea


Os fãs dos Pink Floyd reconhecerão esta imagem num instante: é a célebre capa do álbum Animals. A foto foi tirada em Dezembro de 1976 na central eléctrica de Battersea, em Londres, e, se estão recordados, um gigantesco porco cor de rosa fazia parte da imagem. O bicho era na verdade um balão cheio de hélio amarrado a uma das chaminés do edifício para e protagonizou um episódio rocambolesco. Pouco após a tomada da fotografia a corda que o segurava soltou-se e o porco andou à deriva pelos céus da cidade, perseguido pelos helicópteros da polícia até ser detido em Kent, causando perplexidade em alguns pilotos de aviões. O álbum foi lançado em Janeiro de 1977, imortalizando a famosa fotografia.

Não se sabe se o porco ficou detido ou se foi posteriormente libertado, para fins publicitários. Quanto à central eléctrica, foi desactivada em 1983 e deixada ao abandono. É pena, pois é um notável exemplar de arquitectura industrial projectado em 1930 por Giles Gilbert Scott e Theo Halliday e o maior edifício em tijolo da Europa. As chaminés que lhe conferem a sua imagem inconfundível foram construídas em várias fases e a última delas ficou concluída somente em 1955.


Atualmente, em estado de degradação avançado, a central apenas é utilizada ocasionalmente em eventos artísticos ou espectáculos. Em 2006 esteve patente uma exposição de arte chinesa que aí deixou alguns vestígios, entre os quais um tanque de guerra. São desta altura as fotografias que aqui podem ver, da autoria do fotógrafo britânico Mark Obstfeld.

Mas o imponente edifício teve mais aparecimentos mediáticos, nomeadamente no cinema: Sabotage, de Alfred Hitchcock, Help, de Richard Lester (com os Beatles como protagonistas) e ainda Full Metal Jacket, de Stanley Kubrick. Neste último filme diversas cenas foram rodadas no interior do edifício.







Os Heróis da (na) História

Agan Harahap é um fotógrafo e ilustrador que, nas horas vagas, reescreve a História inserindo digitalmente super-heróis e vilões em fotos icônicas do século XX.









Mashups de Filmes










Jerry N. Uelsmann - Fotografia Surrealista

É difícil identificar a dimensão da arte fotográfica de Jerry Uelsmann, porém, por qualquer lado que olhemos, independente de nossas ideias preconcebidas sobre fotografia, está claro que esse fotógrafo norte-americano, nascido em Detroit, é um gênio. Até seus mais duros e históricos críticos já perceberam e aceitam que Uelsmann é uma lenda, e fez escola na fotografia. O surrealismo de suas fotos se distingue há décadas pela complexidade e inventividade poética. Os efeitos extraordinários que o autor tira de suas composições, tidas no início como mera colagem, são hoje copiados, estudados, clonados e admirados no mundo inteiro.

Hilton Kramer, um dos mais célebres críticos vivos de arte, autor de vários livros (“Abstraction And Empathy”, “Abstract Expressionism”, “Triumph Of Modernism”, etc.), escreveu sobre Uelsmann em 1975: “ele possui total domínio técnico… perfeita confiança… com inspiradas energias da imaginação”. Lembrando que na década de 70 a fotografia digital era coisa de cientista, ou acadêmico, ou louco, e tudo se produzia nos laboratórios escuros e solitários do fotógrafo, sem ajuda de softwares, ou programação ou de qualquer outra “entidade” tecno-digital.

Uelsmann iniciou os estudos em fotografia no Rochester Institute of Technology, passando pela Universidade de Indiana, em 1958, onde tirou seu mestrado em Belas Artes, ocasião em que foi aluno de outra lenda da fotografia, Henry Holmes Smith (1909-1986). Suas primeiras fotos foram publicadas na revista Popular Photography’s, em 1957. Em 67 recebeu uma bolsa da Fundação Guggenheim para explorar as possibilidades da combinação de negativos. Daí para frente sua arte explodiu, e logo foi reconhecido como um dos mais importantes fotógrafos do modernismo. Seu trabalho está presente em galerias como a George Eastman House, no National Museum Modern Art (Kyoto, Japão), na Australia National Gallery, etc.

Autor de vários livros e monografias, como “Uelsmann Yosemite” (1996), “Other Realities” (2005), dentre outros, em 2010 a expectativa fica por conta do lançamento da obra “The Mind’s Eye by Jerry Uelsmann”, uma edição limitada dos seus 50 anos de fotografia, incluindo 150 imagens de várias coleções espalhadas em museus e coleções particulares. O fotógrafo lecionou durante muitos anos na Universidade da Flórida e só se aposentou recentemente.

O trabalho de Uelsmann tem como núcleo a ideia
de que uma imagem fotográfica não precisa estar
necessariamente amarrada a um único “negativo”, podendo ser ela resultado da composição de vários deles (Uelsmann chegou a usar mais de uma dezena na mesma imagem). Com isso a fotografia se desgarra da realidade e segue rumo ao imaginário do artista, buscando, no caso de Uelsmann, o fantástico, o inesperado, o surreal, o misterioso, o lírico, a ambivalência, a onipresença. Hoje, com os recursos digitais, muitos fazem o que esse gênio fazia há décadas, quando passava horas, dias, dentro de uma câmara escura.

Serão postadas, aqui no blog, algumas fotos do J. Uelsmann. Esta é a 1º parte (Early):